Marca SóBahêa

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domingo, 8 de agosto de 2021

Podíamos mais

 Na Copa de 2014, fui na Arena Pantanal, belo e aconchegante estádio, assistir Bósnia x Nigéria, aproveitei para conhecer a Chapada dos Guimarães. Achei o local tão bonito que em 2015 voltei com a família para a Chapada e estendi o passeio para os balneários de Nobres/Bom Jardim com suas águas cristalinas repletas de Dourado, e para o magnífico Pantanal. Pois é, um lugar tão belo e repleto de paisagens magníficas não merecia um jogo tão pobre como este Cuiabá 1x1 Bahia, partida tecnicamente lamentável, em especial na entediante e sonífera segunda etapa.

Uma coisa que gosto de Dado é que ele não tem medo de tentar coisas novas, lembro que Mano perdeu 8 ou 9 seguidas sendo incapaz de mexer na forma do time jogar. O triunfo contra o Galo na quarta é uma prova que mudar o esquema pode ser uma boa. Voltando ao jogo de ontem, Dado veio com Édson no lugar de Patrick, para mim uma surpresa, pois Édson não vinha entrando nem no decorrer dos jogos, sendo preterido por Jonas e Lucas Araújo. Porém, foi uma grata surpresa, ele entrou bem e, apesar de não ter a mesma qualidade de Patrick na saída de bola, por várias vezes recorremos à ligação direta com Matheus Teixeira, deu conta do recado. Sendo substituído por Raniele na segunda etapa, mostrou mais qualidade e que merece estar no grupo principal.

Contudo, a segunda surpresa que Dado nos reservou, a entrada de Ruiz no lugar de Gilberto, eu coloco na prateleira do Professor Pardal. Por mais respeito que tenha ao profissional Ruiz, por mais que reconheça todo seu esforço quando entra em campo, afirmo sem medo de errar que ele ainda não mostrou nada, nada mesmo, que justifique a titularidade numa partida da A. Para piorar, quando vi o ataque formado por Rossi, Rodriguinho e Ruiz, pensei que R10 faria o papel de falso 9 com os outros Rs pelas pontas, mas não foi o que vimos, R10 veio fazer o quarto homem de meio, sendo a extremidade avançada do losango formado por Édson, Daniel e Mugni, enquanto Ruiz era nosso jogador mais avançado, numa briga totalmente desleal contra Marlon e Paulão, como esperado, ele não levou uma, até no lance do gol, ele cai e a bola sobra para Rossi. Se era para entrar assim, e considerando que Giba estava precisando descansar e Rodallega ainda está fora de forma, como ficou evidente na segunda etapa, melhor era entrar com Maicon Douglas que tem muito mais presença física e habilidade do que Ruiz. Em suma, bola fora de Dado.

O segundo tempo do Bahia foi sofrível, de uma pobreza de repertório que assusta para o restante da temporada. Mugni e Rodriguinho se deixaram anular pelos marcadores e simplesmente não pegaram na bola. Para resolver o problema, Dado recorreu de novo à prateleira do professor Pardal e colocou Giba ao lado de Rodallega, ficando o Bahia sem nenhuma criação e chegada na área adversária. Deu sono, raiva e, sobretudo, muita dor de cabeça quando penso na sequência do campeonato.

Voltando ao nosso gol, quero destacar a clarividência do tão criticado Capixaba, aquela virada de bola para Nino foi precisa, deixando Nino com uma avenida pela frente, muito bem aproveitada. A cavadinha de Rossi tambem foi sacanagem, matou a defesa.



Empatar fora de casa na A nunca é um desastre, mas começamos muito mal a sequência que nos é favorável na tabela, 1 ponto em 6, com um futebol sofrível e com Dado inventando moda. Abre o olho Bahia, pois ano passado, o Dragão, nosso próximo adversário, nos venceu em Pituaço com gol de goleiro.

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