Marca SóBahêa

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domingo, 22 de agosto de 2021

Um time na UTI: Grêmio 2 x 0 Bahia

Em outros tempos, eu diria que era normal perder para o Grêmio em Porto Alegre, mas não em 2021, quando vemos o Imortal do RS se arrastando em campo, sendo eliminado precocemente nos torneios continentais e permanecendo na zona de rebaixamento por todo o primeiro turno. Contudo, o Bahia mais uma vez mostrou que é um time enfermo, sem forças, com sinais vitais fracos e precisando urgente de intervenções para melhorar seu estado, já são 7 jogos na A sem um mísero triunfo, pior são 6 derrotas e 1 empate.

O portuga tentou fazer seu papel, não se limitou a repetir o esquema que Dado vinha utilizando, tratou de reforçar o meio com a entrada de Raniele e deixou apenas Rossi e Rodriguinho no ataque, aqui cabe um comentário, pela irritação que Giba entrou na etapa final, me pareceu uma opção técnica do treinador.

Com 1 minuto de jogo, Rossi e Rodriguinho deram o ar da graça e após uma bela tabela, Rossi bateu bem, mas Chapecó salvou. O Bahia ainda tentou jogar por uns 10 minutos, mas após isto, entregou a bola ao inoperante time gremista e se limitou a defender. Entendo que o treinador agiu certo ao escolher o 4-4-2, mas colocar Rossi na esquerda e Mugni pela direita não me pareceu uma boa escolha, tanto que o Bahia só foi criar de novo nos minutos finais da primeira etapa, quando Mugni pela esquerda cruzou na cabeça de Rodriguinho que acertou a trave. Para finalizar a análise da primeira etapa, entendo que duas peças fundamentais no esquema escolhido foram abaixo do que podem render, Daniel e Patrick não tiveram a movimentação e nem a qualidade no passe que dessem ao Bahia volume de jogo, era recuperar e devolver a bola ao adversário.


Já no início da segunda etapa veio o castigo pela inoperância tricolor, num lance que está se tornando corriqueiro, bola alta nas costas de Conti, mais uma vez Nino mostrou sua fragilidade na marcação da bola aérea e Borja abriu o placar. Depois do gol adversário, o Bahia mostrou toda sua conhecida e cantada incapacidade de criação. Tivemos uma única chance numa bola que espirrou na área e Raí, mostrou personalidade na estreia, bateu forte, mas por cima do gol. No final da partida, o Bahia foi para o desespero total tentando aproveitar a altura de Conti e LO, mas como resultado desta tática suicida, tomamos (lá ele) o segundo gol gremista, o que decretou nossa derrota para um frágil adversário.

Bem, tempos atrás escrevi que o sinal amarelo estava aceso, de lá para cá, as medicações prescritas não resolveram o problema e nosso estado se agravou. O Bahia lembra aqueles pacientes que ao sair da sedação tentam permanecer de pé, mas falta força nas pernas para sustentar o peso do próprio corpo, precisando de apoio para não cair. Entramos na UTI e trocamos  de médico, sem dúvida medicações mais fortes serão ministradas e o paciente precisará de monitoramento contínuo, não temos mais espaços para erros, pois o certo é que acabamos mais um turno do Brasileirão nos limitando a lutar para não cair, muito pouco para o que somos. Enfim, o estágio não é terminal, mas requer muito cuidado, apoio e trabalho para que possamos ter um segundo turno mais tranquilo e condizente com a tradição tricolor.

Dedico este texto a meu filho que vem lutando contra um problema de saúde e nas últimas semanas entrou e saiu duas vezes da UTI, mostrando ser uma criança com uma força mais que especial, um verdadeiro guerreiro.

Um comentário:

  1. Saudações ao seu lindo Pedro, valente e forte, que, desejo, ficará bem rapidamente.
    Falta forças ao Bahêa.
    Falta um planejamento de jogo.
    Falta imposição.
    Tomara que o argentino Dabove consiga mudar o Bahêa.
    Porém, penso que tais mudanças envolvem também mudança de jogadores. Deve dar oportunidade como titular a Raniele, Raí, Ronaldo, Quadrado, Gragory etc.
    Enfim..., torcer é o que cabe.
    Parabéns pelo ótimo texto.

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