Marca SóBahêa

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domingo, 5 de dezembro de 2021

Nossa torcida é f...

Titãs é uma das principais bandas do rock nacional, os oitos integrantes fizeram verdadeiras obras primas como o antológico CD Cabeça Dinossauro e músicas inesquecíveis como O pulso, quando imortalizaram a expressão "o pulso ainda pulsa", mais do que adequada para a situação tricolor nesta fase final da A.

Não nego, muito contrário, valorizo e muito a entrega dos jogadores nas duas últimas partidas em casa, os caras suaram sangue, apesar do apagão contra o Galo. Mas, se o pulso tricolor continua pulsando e se o sangue ainda corre nas veias tricolores, nós torcedores somos os grandes responsáveis. Em todas as partidas pós reabertura dos portões, o torcedor tricolor fez sua parte, esgotou ingressos, vibrou, gritou, chorou, xingou, mas sobretudo não abandonou o time em momento algum.

Imagino os caras entrando em campo hoje e vendo a torcida em peso e com sua habitual vibração, não tinha como não deixarem a vida em campo. Aqui de longe, moro em Brasília, sinto uma falta da porra de estar na arquibancada empurrando o time também, mas me consolo por saber que cada torcedor que ali está, vibra por si e pelos que estão longe. E olhe que ultimamente tenho sido bastante critico da postura da torcida nas redes sociais.

Falando um pouco do jogo, o Bahia fez uma primeira etapa primorosa, uma das melhores do ano, sufocou o Fluminense e foi acumulando chances, Rossi exigiu 3 defesas do goleiro, tivemos um pênalti escandaloso e o juiz ignorou, e Danilo Fernandes foi um torcedor privilegiado.


O primeiro gol nasceu de uma braga do zagueiro deles que cometeu um pênalti infantil, Giba bateu bem e abriu o placar. O Bahia recuou um pouco, mas sem dar chance ao adversário. O segundo gol mostra como o time estava aceso em campo, Édson aproveitou outra falha de Lucas Claro e tocou para Gilberto que de longe colocou por cobertura, golaço.

A postura do time na primeira etapa foi um reflexo direto da vibração da torcida nas arquibancadas. Mais uma vez, time e torcida jogaram juntos e o resultado veio.


Na segunda etapa, o Fluminense voltou com o meio campo reforçado e passou a dominar as ações, contudo sem levar risco à nossa defesa. Desta vez Guto não demorou a agir, tirou Rodriguinho e colocou Capixaba que entrou bem ajudando a fechar o lado esquerdo e saindo em velocidade. Mesmo abdicando de ficar com a bola, o Bahia controlou a partida e poderia ter ampliado o placar, o que seria justo e representaria melhor o que foi o jogo.

De negativo, destaco a expulsão de Rossi em mais uma infantilidade. Vai fazer falta na próxima partida.

Para quinta, Guto tem de decidir se Mugni volta ou se mantém Édson na equipe, achei que a entrada da nossa área ficou mais protegida com o segundo ao lado de Patrick.

Por fim, como dizia Janot no auge da crise política do governo Temer, "enquanto houver bambu, há flecha". Quinta será mais uma final, pena que longe da Fonte, mas tenho certeza que nossa energia positiva vai invadir o Castelão e o Bahêa volta para SSA na A.

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